... A vista de um ponto:

domingo, 18 de dezembro de 2011

Mulheres que contribuíram para a formação e o desenvolvimento do Brasil.


Dinalva Oliveira Teixeira (1945 - 1974)

Ativista política e vítima da ditadura militar

Nasceu em Argoin, município de Castro Alves (BA), em 16 de maio de 1945. Filha de Elza Conceição Bastos e de Viriato Augusto Oliveira, estudou em Salvador, formando-se em geologia pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), em 1968. Participou do movimento estudantil com Antônio Carlos Monteiro Teixeira, seu colega de turma, com quem se casou em 1969. Os dois mudaram-se para o Rio de Janeiro(RJ) para trabalharem no Ministério de Minas e Energia.

Militantes do Partido Comunista do Brasil (PCdoB), em maio de 1970 ambos foram para a região do Araguaia participar do movimento armado desencadeado pelo Partido, que pretendia formar um Exército Popular Guerrilheiro. Os militantes faziam treinamento e mantinham contatos com os camponeses para preparar a revolução que, segundo esperavam, derrubaria o regime militar. Na região, foi professora, parteira, e também a única mulher da guerrilha a ocupar o cargo de vice comandante de um grupo militar; era considerada uma estrategista da ação armada. Por várias vezes, escapou do cerco militar e o testemunho de ex. guerrilheiros indica que se destacava pela coragem e habilidade com as armas.

A última vez em que foi vista com vida e em liberdade pelos companheiros foi no dia 25 de dezembro de 1973. Desapareceu após tiroteio no acampamento, onde estava gravemente enferma e em adiantado estado de gravidez. Pelo depoimento de moradores da região e de membros do Exército, teria sido presa na serra das Andorinhas. Dinalva parece ter sido a última guerrilheira morta, após quatro meses de perseguição das forças militares, o que, de acordo com relatório do Ministério da Marinha, aconteceu em julho de 1974.

Fonte: Ana Maria Colling, A resistência da mulher à ditadura militar no Brasil; Maria do Amparo Almeida Araújo et al., Dossiê dos mortos e desaparecidos políticos a partir de 1964.
Postado por Cristina Rastafári apud blog  do Canindé de França

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