Você fez uma tattoo com o nome dele e a relação terminou. Como apagar essa marca que lembra o ex? Ou outro desenho na pele que não queira mais? Veja os tratamentos disponíveis.
Madson Moraes12/12/2011
©ThinkStock
Fazer uma tatuagem no corpo tem sido algo cada vez mais frequente. Tatuar um símbolo que se identifica, o nome dos filhos e até do namorado ou marido. Principalmente entre os jovens, é quase um acessório de moda tatuar algo. E quando você tatua o nome do amado e a relação vai para o bebeléu, o que fazer? Não há razão para pânico: existem tratamentos para essa remoção!
Um relatório da Food and Drug Administration (FDA) estima que mais de 45 milhões de americanos têm tatuagens no corpo. O relatório chegou a este número baseando-se nos dados de uma pesquisa da Harris Interactive, realizada em 2003, que revelou que 16% de todos os adultos americanos e 36% das pessoas entre 25 e 29 tinham pelo menos uma tatuagem. No Brasil, ainda não existem dados a respeito.
O interessante é que essa pesquisa também revelou que 17% dos norte-americanos tatuados se arrependeram de terem feito a tatuagem. E é no momento de arrependimento que uma tatuagem que custou uma grana alta pode requerer ainda mais grana e muitas sessões de laser para ser removida.
Para a dermatologista Cristine Carvalho, diretora do Centro de Dermatologia e Estética (CDE), além da ideia de enfeitar o corpo e deixá-lo na moda, a tatuagem pode provocar alergias na pele e outras complicações como o risco de infecção por bactérias, fungos e vírus provenientes do uso de tintas e agulhas contaminadas. "Mesmo quando a tatuagem é bem feita com assepsia e cuidado, é comum ocorrer a contaminação bacteriana que pode causar no local uma foliculite. Também há o risco de contrair outras doenças infecciosas como impetigo e hepatite", alerta Cristine.
Me arrependi! E agora?
A remoção da tattoo é um momento delicado, pois cada tatuagem é única e as técnicas de remoção devem ser adaptadas para atender cada caso individualmente. "No passado, as tatuagens eram removidas por uma grande variedade de métodos, mas, em muitos casos, as cicatrizes ficavam mais feias do que a tatuagem em si. Para retirar a tatuagem da pele há vários caminhos e o laser tem se firmado dentre o arsenal de técnicas que utilizamos", explica a dermatologista.
O tratamento a laser é mais seguro do que muitos métodos tradicionais como a dermoabrasão (procedimento cirúrgico no qual o cirurgião dermatológico remove ou lixa a pele com um instrumento abrasivo rotatório ou lixas d’água, melhorando a superfície da pele e proporcionando uma aparência mais lisa), a excisão (indicado para pequenas tatuagens) ou a salabrasão (solução de sal que é friccionada sobre a tatuagem com o objetivo de "danificar" a pele até que o pigmento seja expelido ou clareado).
De acordo com a dermatologista, o tratamento a laser é mais indicado por conta da sua capacidade para tratar seletivamente cada pigmento envolvido na tatuagem. O que ocorre é que, em muitos casos, certas cores podem ser mais efetivamente removidas do que outras. "Sabemos que o azul e o preto respondem particularmente bem ao tratamento laser e a resposta de outras cores estão sob investigação. Quanto maior for a presença de outras cores e mais escura for a pele da pessoa, mais difícil será a remoção com o emprego do laser, pois ele funciona por comprimento de onda", esclarece a médica.
Cuidados especiais
Para evitar estes problemas, explica a dermatologista, alguns cuidados podem ser adotados se você deseja fazer uma tatuagem. Ou, ainda, para não correr riscos desnecessários, você pode optar por tatuagens alternativas disponíveis no mercado como as de hena, que estão na moda e podem ser facilmente removidas.
- Procure um profissional competente que utilize usar material descartável e esterilizado, assim como pigmentos confiáveis que não provoquem alergia.
- Se você sofre com bronquite, rinite ou sinusite não deve fazer a tatuagem, pois há uma chance muito grande de desenvolver algum tipo de dermatite. Cicatrizes hipertróficas e queloides também podem aparecer como consequência do processo.
Um relatório da Food and Drug Administration (FDA) estima que mais de 45 milhões de americanos têm tatuagens no corpo. O relatório chegou a este número baseando-se nos dados de uma pesquisa da Harris Interactive, realizada em 2003, que revelou que 16% de todos os adultos americanos e 36% das pessoas entre 25 e 29 tinham pelo menos uma tatuagem. No Brasil, ainda não existem dados a respeito.
O interessante é que essa pesquisa também revelou que 17% dos norte-americanos tatuados se arrependeram de terem feito a tatuagem. E é no momento de arrependimento que uma tatuagem que custou uma grana alta pode requerer ainda mais grana e muitas sessões de laser para ser removida.
Para a dermatologista Cristine Carvalho, diretora do Centro de Dermatologia e Estética (CDE), além da ideia de enfeitar o corpo e deixá-lo na moda, a tatuagem pode provocar alergias na pele e outras complicações como o risco de infecção por bactérias, fungos e vírus provenientes do uso de tintas e agulhas contaminadas. "Mesmo quando a tatuagem é bem feita com assepsia e cuidado, é comum ocorrer a contaminação bacteriana que pode causar no local uma foliculite. Também há o risco de contrair outras doenças infecciosas como impetigo e hepatite", alerta Cristine.
Me arrependi! E agora?
A remoção da tattoo é um momento delicado, pois cada tatuagem é única e as técnicas de remoção devem ser adaptadas para atender cada caso individualmente. "No passado, as tatuagens eram removidas por uma grande variedade de métodos, mas, em muitos casos, as cicatrizes ficavam mais feias do que a tatuagem em si. Para retirar a tatuagem da pele há vários caminhos e o laser tem se firmado dentre o arsenal de técnicas que utilizamos", explica a dermatologista.
O tratamento a laser é mais seguro do que muitos métodos tradicionais como a dermoabrasão (procedimento cirúrgico no qual o cirurgião dermatológico remove ou lixa a pele com um instrumento abrasivo rotatório ou lixas d’água, melhorando a superfície da pele e proporcionando uma aparência mais lisa), a excisão (indicado para pequenas tatuagens) ou a salabrasão (solução de sal que é friccionada sobre a tatuagem com o objetivo de "danificar" a pele até que o pigmento seja expelido ou clareado).
De acordo com a dermatologista, o tratamento a laser é mais indicado por conta da sua capacidade para tratar seletivamente cada pigmento envolvido na tatuagem. O que ocorre é que, em muitos casos, certas cores podem ser mais efetivamente removidas do que outras. "Sabemos que o azul e o preto respondem particularmente bem ao tratamento laser e a resposta de outras cores estão sob investigação. Quanto maior for a presença de outras cores e mais escura for a pele da pessoa, mais difícil será a remoção com o emprego do laser, pois ele funciona por comprimento de onda", esclarece a médica.
Cuidados especiais
Para evitar estes problemas, explica a dermatologista, alguns cuidados podem ser adotados se você deseja fazer uma tatuagem. Ou, ainda, para não correr riscos desnecessários, você pode optar por tatuagens alternativas disponíveis no mercado como as de hena, que estão na moda e podem ser facilmente removidas.
- Procure um profissional competente que utilize usar material descartável e esterilizado, assim como pigmentos confiáveis que não provoquem alergia.
- Se você sofre com bronquite, rinite ou sinusite não deve fazer a tatuagem, pois há uma chance muito grande de desenvolver algum tipo de dermatite. Cicatrizes hipertróficas e queloides também podem aparecer como consequência do processo.
Fonte: Tempo de Mulher
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