O levantamento, produzido pela Rede Goiana de Pesquisa em Mastologia, segue padrões estatísticos internacionais. Exames genéticos para prevenir câncer estão fora do alcance de brasileiras
| Geneci foi obrigada a recorrer a clínicas privadas para fazer os exames que confirmaram o câncer em um dos seios |
A coragem de Angelina Jolie, que retirou as duas mamas para se proteger de um provável câncer agressivo, sugerido por um teste genético de última geração, chamou a atenção do mundo inteiro na última semana. Não faltaram elogios à determinação da atriz diante da decisão de abdicar de uma parte do corpo tão ligada à feminilidade. Mas o episódio serviu também para reacender o debate sobre métodos de prevenção e de como diagnosticar a doença na fase inicial. Aqui e na maioria dos países, o exame que Jolie fez para descobrir a mutação no gene associado à doença e a própria mastectomia de precaução estão fora da lista de serviços oferecidos gratuitamente pelo governo devido ao custo elevado. No Brasil, porém, nem mesmo o teste mais elementar para detectar esse tipo de câncer tem cobertura pública satisfatória. Somente 20% das brasileiras em faixa etária de risco — dos 50 aos 69 anos — se submetem à mamografia pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Fonte: Geledes
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